O Desastre de Fukushima, ocorrido em março de 2011, foi um acidente nuclear na Usina de Fukushima Daiichi, Japão, causado por um terremoto e tsunami. Classificado como o pior desde Chernobyl, resultou na fusão de reatores e liberação de material radioativo, forçando evacuações e contaminando vastas áreas. O incidente impactou profundamente a política energética japonesa, levando ao fechamento temporário de usinas e gerando debates sobre a segurança nuclear. Quinze anos depois, a região ainda enfrenta as consequências, com cidades abandonadas devido à radiação e discussões sobre a retomada de operações em outras usinas nucleares, como a de Kashiwazaki-Kariwa.
O Desastre de Fukushima refere-se ao acidente nuclear ocorrido em março de 2011 na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão. Causado por um terremoto seguido de um tsunami, o evento resultou em fusões de reatores e liberação de material radioativo, sendo classificado como o pior desastre nuclear desde Chernobyl. O incidente teve profundas consequências para a política energética japonesa, levando ao fechamento temporário de todas as usinas nucleares do país e gerando um intenso debate sobre a segurança e o futuro da energia nuclear. Quinze anos após a tragédia, a região ainda lida com as consequências, apresentando duas paisagens distintas do desastre: a destruição visível causada pelo tsunami e o abandono invisível provocado pela radiação, que transformou cidades inteiras em "cidades-fantasmas" onde o tempo parece ter parado.
Antes de 2011, o Japão dependia significativamente da energia nuclear para sua matriz energética. Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9,0, o mais potente já registrado no Japão, atingiu a costa nordeste do país, gerando um tsunami com ondas de até 15 metros. As ondas atingiram a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, operada pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO), causando a falha dos sistemas de resfriamento e, consequentemente, o superaquecimento e a fusão de três dos seis reatores da usina. O acidente forçou a evacuação de mais de 160.000 pessoas e contaminou extensas áreas. A Escola Primária Ukedo, em Namie, é um exemplo notável, onde professores e 82 alunos escaparam do tsunami ao correr para o Monte Ohira, transformando o prédio em um memorial que demonstra a força da água e a importância de decisões rápidas. Em áreas próximas à usina, a radiação levou ao abandono de cidades inteiras, onde casas e objetos permanecem intactos, mas sem a presença humana, criando uma paisagem de desolação silenciosa.