Visão geral
David Baker é um bioquímico e biólogo computacional estadunidense, professor de bioquímica na Escola de Medicina da Universidade de Washington (UW) e diretor do Instituto de Design de Proteínas (IPD). Ele é conhecido por seu trabalho pioneiro em design computacional de proteínas, pelo qual recebeu metade do Prêmio Nobel de Química de 2024, compartilhado com Demis Hassabis e John M. Jumper, do Google DeepMind. Baker desenvolveu métodos para projetar proteínas inteiramente novas, com aplicações em medicina, vacinas e sustentabilidade.
Biografia
Nascido em 6 de outubro de 1962 em Seattle, Washington, Baker cresceu em uma família de cientistas. Obteve o bacharelado em 1984 pela Universidade Harvard e o doutorado em bioquímica em 1989 pela Universidade da Califórnia em Berkeley, sob orientação de Randy Schekman. Realizou pós-doutorado em biofísica na Universidade da Califórnia em San Francisco com David Agard. Desde 1993, integra o corpo docente da UW, onde é professor titular e investigador do Howard Hughes Medical Institute (HHMI).
Carreira e pesquisa
Baker é o diretor do Instituto de Design de Proteínas da UW e ocupa a cátedra Henrietta and Aubrey Davis em Bioquímica. Seu laboratório desenvolve softwares como o Rosetta para previsão e design de estruturas proteicas. Em 2003, criou a proteína Top7, a primeira proteína de novo (projetada do zero) diferente de qualquer proteína natural. O trabalho combina técnicas computacionais e experimentais para criar proteínas personalizadas com funções específicas, como nanopartículas autossuficientes para vacinas (incluindo contra COVID-19) e sensores moleculares. Ele publicou mais de 650 artigos científicos, detém mais de 100 patentes e co-fundou 21 empresas de biotecnologia.
Linha do tempo
- 1962: Nascimento em Seattle.
- 1984: Bacharelado em Harvard.
- 1989: Doutorado na UC Berkeley.
- 1993: Início na Universidade de Washington.
- 2003: Design da proteína Top7.
- 2000s: Desenvolvimento do software Rosetta e fundação do IPD.
- 2024: Prêmio Nobel de Química.
Prêmios e honrarias
Além do Nobel de Química de 2024, Baker recebeu o Prêmio Breakthrough em Ciências da Vida (2021), o Prêmio Wiley em Ciências Biomédicas (2022) e é membro das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Inventores dos EUA. Foi incluído na lista TIME dos 100 mais influentes em saúde (2024).
