Bad Bunny é um cantor porto-riquenho que se tornou uma figura global na música, conhecido por suas declarações e por integrar o espanhol em sua arte. Sua apresentação no Super Bowl LX gerou controvérsia e críticas políticas do então presidente Donald Trump, que considerou a escolha inadequada e "semeadora de ódio", impactando o apoio latino a Trump. Apesar das críticas, Bad Bunny conquistou três Grammy Awards e onze Latin Grammy Awards, e realizou shows de sucesso no Brasil em 2026, interagindo intensamente com o público e celebrando a cultura local.
Bad Bunny é um cantor porto-riquenho que se tornou uma figura de destaque na música global. Sua participação como atração musical no Super Bowl LX gerou controvérsia e reações políticas nos Estados Unidos, incluindo críticas do então presidente Donald Trump e de outros políticos, devido às suas declarações e à sua origem. Sua presença no evento foi vista por alguns como um símbolo cultural e linguístico, enquanto outros a criticaram por supostamente "semear ódio" ou desafiar a primazia do inglês. Bad Bunny é um artista premiado, com três Grammy Awards e onze Latin Grammy Awards em sua carreira. Em fevereiro de 2026, realizou seu primeiro show no Brasil, no Allianz Parque, em São Paulo, onde usou uma camisa retrô da Seleção Brasileira da Copa de 1962, em um gesto de aproximação com o público local. O show, que fez parte da "Debí Tirar Más Fotos World Tour", destacou-se pela estrutura completa e pela intensa interação com os fãs, incluindo momentos em que o artista se aproximou do público na área "La Casita" e homenagens à cultura brasileira por sua banda.
A escolha de Bad Bunny para se apresentar no Super Bowl LX, agendado para 8 de fevereiro no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, provocou debates e críticas políticas. Antes mesmo do evento, o artista já havia gerado repercussão ao participar do programa Saturday Night Live. Durante seu monólogo, ele usou o espanhol para expressar sua empolgação com o Super Bowl, afirmando que quem não entendesse teria até o dia do jogo para aprender o idioma. Essa declaração levou a deputada Marjorie Taylor Greene a apresentar uma proposta para tornar o inglês a única língua oficial dos Estados Unidos, vinculando diretamente a iniciativa à escolha do artista porto-riquenho.
Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a seleção de Bad Bunny e da banda Green Day como atrações do Super Bowl. Em uma entrevista ao New York Post e, mais tarde, ao The New York Times, Trump expressou sua desaprovação, classificando a curadoria musical como inadequada e afirmando que a escolha dos artistas "semeia ódio". Apesar das críticas, Trump declarou que não compareceria ao jogo, justificando a ausência pela distância entre Washington e a Califórnia, e não pelas atrações. No dia do Super Bowl, Trump reiterou ao The New York Times que não compareceria devido à escolha de Bad Bunny, classificando-a como uma "péssima escolha" que "semeia ódio". Após a performance de Bad Bunny no Super Bowl LX, Trump intensificou suas críticas, descrevendo o show como "uma afronta à grandeza dos Estados Unidos" e um "tapa na cara" do país. Ele também afirmou que "ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo", e classificou a dança do artista como "nojenta" e inadequada para crianças.
No dia 1º de fevereiro de 2026, Bad Bunny venceu o prêmio de Melhor Álbum Urbano no Grammy Awards pelo disco Debí Tirar Más Fotos, que contém músicas apenas em espanhol. Em seu discurso de agradecimento, o artista criticou o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) com a frase "Fora, Ice", e afirmou: "Nós não somos selvagens, não somos animais. Somos seres humanos e somos americanos". Ele também destacou a importância de não propagar o ódio, dizendo que "a única coisa mais potente que o ódio é o amor".
O show do intervalo do Super Bowl LX, com a apresentação de Bad Bunny, foi transmitido no Brasil pelos canais Sportv, Getv, ESPN, Disney+ e NFL Game Pass (DAZN), com previsão de início por volta das 22h, horário de Brasília.
Em 20 de fevereiro de 2026, Bad Bunny realizou seu primeiro show no Brasil, no Allianz Parque, em São Paulo. O artista, cujo nome verdadeiro é Benito Ocasio, subiu ao palco usando uma camisa retrô da Seleção Brasileira da Copa de 1962, um gesto que conquistou o público. O show, que contou com uma estrutura completa e atraiu fãs de diversas partes da América, incluindo porto-riquenhos, venezuelanos e brasileiros, foi marcado por momentos de grande interação e emoção. Bad Bunny expressou sua admiração pelo carinho do público brasileiro, que lotou o estádio, e realizou uma segunda apresentação com ingressos esgotados no dia seguinte, 21 de fevereiro. A turnê "Debí Tirar Más Fotos World Tour" trouxe uma estrutura completa para o Brasil, algo incomum para shows internacionais no país, com elementos como a área "La Casita", onde o cantor interagia diretamente com os fãs, e uma arquibancada atrás do palco chamada "Los Vecinos". Durante a apresentação, a banda de Bad Bunny homenageou a cultura brasileira tocando "Garota de Ipanema" e "Mas, Que Nada" de Jorge Ben Jor, e o próprio artista tentou se comunicar em português. O show incluiu sucessos como "Baile Inolvidable", "Tití Me Preguntó", "Ojitos Lindos" e "La Canción", além de uma música exclusiva para o Brasil, "Vete". Em um momento mais político, ele cantou "El Apagón", com a frase "Agora todos querem ser latinos, mas lhes falta tempero". O artista pediu ao público para guardar os celulares durante a música "DtMF", incentivando a viver o presente.
As críticas de Donald Trump à performance de Bad Bunny no Super Bowl LX, especialmente em relação ao uso do espanhol, alarmaram estrategistas e líderes hispânicos republicanos. Há preocupações de que esses ataques possam corroer ainda mais o apoio de Trump entre os eleitores latinos nas eleições legislativas de novembro de 2026. Embora os hispânicos tenham sido cruciais para a reeleição de Trump em 2024, seu apoio já mostrava sinais de diminuição devido à inflação e às táticas anti-imigração do governo. Alguns aliados latinos de Trump consideraram os ataques a uma celebração da cultura latina como um erro político, especialmente em distritos com alta concentração hispânica na Califórnia, Arizona e Colorado, onde ocorrem disputas importantes para a Câmara dos Representantes dos EUA.
Vianca Rodriguez, ex-funcionária do governo Trump e vice-diretora de comunicações hispânicas do Comitê Nacional Republicano, expressou que a controvérsia "não deveria ter sido uma batalha cultural" e que isso causaria mais danos do que benefícios ao partido. Mike Madrid, estrategista republicano especialista em tendências eleitorais latinas, manifestou perplexidade com a decisão de Trump de "dobrar a aposta em alienar o eleitorado mais crítico de que precisam para sobreviver".
Pesquisas realizadas pelo Pew Research Center indicam uma queda de 12 pontos percentuais no apoio a Trump entre os eleitores latinos que o apoiaram em 2024. Em janeiro de 2025, 93% dos latinos que votaram nele aprovavam seu trabalho, mas esse número caiu para 81% dez meses depois. Javier Palomarez, presidente do Conselho Empresarial Hispânico dos EUA, relatou que a crença de que Trump era o melhor candidato para consertar a economia, que era de 70% entre os membros de sua organização antes das eleições de 2024, caiu para 40%. Ele e Ramiro Cavazos, presidente da Câmara de Comércio Hispânica dos Estados Unidos, apontaram que muitos proprietários de pequenas empresas latinas se sentem desiludidos, citando a falta de redução de preços e o impacto da repressão à imigração nas vendas.
Denise Galvez Turros, cofundadora do Latinas for Trump, concordou com as críticas de Trump ao artista e defendeu os comentários do presidente sobre o uso do espanhol por Bad Bunny, mas ressaltou que "todos concordam que gostaríamos que ele controlasse sua boca e seu temperamento e fosse menos impulsivo". Há planos para Trump viajar para distritos com grande população latina e de fronteira para tentar reconquistar o eleitorado, e republicanos são aconselhados a usar porta-vozes em espanhol para abordar questões como imigração e buscar ativamente o voto latino.