Estudo sugere sacrifício humano em túmulos da Primeira Dinastia do Egito
Análise de crânios em cemitério real indica que servos e artesãos podem ter sido sacrificados após a morte de governantes egípcios antigos.
Pontos principais
- Pesquisa analisou restos mortais no cemitério de Umm el-Qa’ab, em Abydos.
- Fraturas em crânios sugerem a prática de sacrifício humano na Primeira Dinastia.
- O local data de aproximadamente 3.000 a.C. e servia a reis do Egito antigo.
- As vítimas incluíam funcionários da corte e artesãos que serviam aos monarcas.
Uma nova pesquisa arqueológica realizada no cemitério real de Umm el-Qa’ab, próximo a Abydos, aponta evidências de sacrifícios humanos durante a Primeira Dinastia do Egito. A análise de restos mortais encontrados no local, que remonta a cerca de 3.000 a.C., revelou fraturas específicas em diversos crânios, sugerindo que funcionários da corte e artesãos teriam sido mortos após o falecimento de seus governantes.
Essas descobertas oferecem uma nova perspectiva sobre os rituais funerários praticados pelos primeiros reis egípcios. A presença de túmulos próximos aos recintos reais reforça a hipótese de que o sacrifício de servos era uma prática estabelecida para acompanhar os monarcas na vida após a morte, marcando um período de transição complexo na história da civilização egípcia.
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