Orçamento dos EUA trava produção de drones de combate da Força Aérea
A falta de aprovação do orçamento fiscal de 2027 impede o início da produção em série dos drones de combate colaborativo (CCA) da Força Aérea.
Pontos principais
- O programa CCA visa integrar drones semi-autônomos, como o FQ-44 Fury e o FQ-42A Vengeance, à frota de caças tripulados.
- A resolução continuada aprovada pelo Congresso mantém os gastos nos níveis de 2026 até 11 de dezembro, proibindo novos programas.
- A Força Aérea planeja ter pelo menos 500 drones CCA em operação até 2032.
- Empresas como Anduril e General Atomics investiram recursos próprios para evitar atrasos, mas dependem de verbas federais para a produção.
- O protótipo FQ-44 Fury da Anduril realizou com sucesso o primeiro teste de disparo de míssil ar-ar em julho.
- A Força Aérea pretende utilizar os drones em ambientes operacionais sob o conceito de emprego de combate ágil.
A Força Aérea dos Estados Unidos enfrenta um impasse orçamentário que ameaça o cronograma de produção do programa de Aeronaves de Combate Colaborativo (CCA). Embora contratos tenham sido firmados em junho com a Anduril e a General Atomics, a ausência de um orçamento aprovado para o ano fiscal de 2027 impede o repasse de verbas essenciais para a fabricação em larga escala dos drones FQ-44 Fury e FQ-42A Vengeance.
Para mitigar os impactos, as empresas têm utilizado capital próprio na aquisição de componentes de longo prazo e na construção de infraestrutura, como a fábrica Arsenal-1 da Anduril. No entanto, executivos alertam que a sustentabilidade desses investimentos privados atingiu seu limite sem o aporte governamental. Caso o Congresso não aprove o orçamento até dezembro, o programa poderá sofrer atrasos significativos na entrega das unidades necessárias para atingir a meta de 500 drones até 2032.
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