Anistia Internacional acusa inteligência marroquina de espionagem
Relatório aponta que o serviço de inteligência do Marrocos utilizou o software Pegasus para monitorar jornalistas e ativistas de direitos humanos.
Pontos principais
- A Anistia Internacional alega que a DGST marroquina usou o software Pegasus para vigilância ilegal.
- O monitoramento teria incluído interceptação de chamadas, uso de malware e câmeras escondidas.
- Documentos da NSO Group identificaram o cliente marroquino sob o codinome "Morgen".
- Foram identificados 103 números de telefone alvos do sistema entre setembro e dezembro de 2017.
- O governo do Marrocos nega as acusações e afirma respeitar a privacidade das comunicações.
Um relatório divulgado pela Anistia Internacional acusa a Direction Générale de la Surveillance du Territoire (DGST), serviço de inteligência do Marrocos, de realizar vigilância sistemática contra jornalistas e ativistas de direitos humanos. Segundo a organização, o governo teria utilizado o software espião Pegasus, além de técnicas como instalação de câmeras escondidas e interceptação de chamadas telefônicas, para monitorar indivíduos específicos. As evidências apresentadas incluem análises forenses digitais e documentos internos da NSO Group, que identificaram o cliente marroquino sob o codinome "Morgen".
Entre setembro e dezembro de 2017, a Anistia Internacional detectou 103 números de telefone marroquinos inseridos no sistema Pegasus. Em resposta às denúncias, as autoridades do Marrocos negaram categoricamente o uso da ferramenta de espionagem e reiteraram que o país respeita a confidencialidade das comunicações privadas de seus cidadãos. O caso levanta novas preocupações sobre o uso de tecnologias de vigilância por governos para restringir a liberdade de imprensa e a atuação de defensores de direitos humanos.
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