Teste de reconhecimento facial em Londres não resulta em prisões
Projeto de seis meses em estações de trem de Londres custou 320 mil libras e não gerou detenções, registrando apenas um falso positivo.
Pontos principais
- O teste de reconhecimento facial ao vivo ocorreu entre fevereiro e julho deste ano.
- A iniciativa custou mais de 320 mil libras aos cofres públicos.
- Mais de 500 mil rostos foram escaneados durante o período de operação.
- O sistema não resultou em nenhuma prisão, apresentando um falso positivo.
- O objetivo era identificar infratores e pessoas com ordens judiciais pendentes.
Um projeto-piloto de reconhecimento facial ao vivo, implementado em estações de trem de Londres entre fevereiro e julho deste ano, encerrou suas atividades sem alcançar o objetivo de capturar infratores. A iniciativa, conduzida pela British Transport Police, consumiu cerca de 320 mil libras e exigiu quase 100 horas de trabalho policial para monitorar o fluxo de passageiros. Durante os seis meses de operação, mais de meio milhão de rostos foram escaneados pelo sistema de vigilância.
Apesar do alto investimento e do volume de dados processados, o resultado prático foi considerado ineficaz. O sistema não realizou nenhuma prisão e registrou apenas um falso positivo, levantando questionamentos sobre a eficiência e a viabilidade da tecnologia para o policiamento ostensivo em áreas de grande circulação. A polícia britânica avalia agora os dados coletados para decidir sobre a continuidade ou o aprimoramento de ferramentas de monitoramento biométrico em espaços públicos.
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