Acionistas processam New York Times por supervisão editorial
Acionistas exigem acesso a registros internos do jornal para investigar alegações de viés na cobertura da guerra entre Israel e Hamas.
Pontos principais
- A ação foi movida pelo State Board of Administration of Florida e pelo National Center for Public Policy Research na Suprema Corte de Nova York.
- Os autores buscam acesso a documentos internos que a empresa se recusou a fornecer voluntariamente nos últimos quatro meses.
- O processo cita o depoimento de um ex-funcionário que alega ter reportado preocupações sobre antissemitismo e viés editorial pelo menos 15 vezes desde 2019.
- A petição aponta falhas na verificação de fatos, incluindo a cobertura da explosão no hospital Al-Ahli e uma coluna de Nicholas Kristof sobre abusos em prisões.
- Os acionistas afirmam que o objetivo não é interferir na linha editorial, mas verificar se o conselho de administração cumpre seus deveres de supervisão.
- O New York Times tem enfrentado críticas crescentes sobre seus mecanismos de controle interno e a resposta a queixas de funcionários sobre padrões jornalísticos.
O conselho de administração do The New York Times Company foi alvo de uma ação judicial movida por acionistas na última quarta-feira, 23 de setembro de 2026. O grupo, que inclui o fundo de pensão estatal da Flórida, busca uma ordem judicial para acessar registros corporativos internos, alegando que a empresa falhou em manter a transparência sobre seus processos de verificação de fatos e padrões editoriais, especialmente no que tange à cobertura da guerra entre Israel e Hamas.
A petição destaca o relato de um ex-funcionário que afirma ter tentado alertar a empresa sobre viés e antissemitismo em diversas ocasiões ao longo de quase uma década, sem obter respostas efetivas dos canais de compliance. Os acionistas argumentam que, como a reputação de independência jornalística é o ativo mais valioso do jornal, o conselho tem a obrigação fiduciária de garantir que os mecanismos de supervisão funcionem adequadamente.
Em resposta, os demandantes enfatizam que não buscam ditar o conteúdo editorial, mas sim investigar se a governança da empresa está alinhada com os padrões que ela declara publicamente seguir. A disputa judicial coloca em xeque a eficácia dos sistemas internos de denúncia do jornal e a responsabilidade da diretoria perante os investidores em relação à integridade do conteúdo publicado.
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