Vítimas criticam tentativa do governo britânico de limitar inquérito sobre policiais
Grupos acusam o Home Office de tentar encerrar prematuramente a investigação sobre abusos cometidos por policiais infiltrados no Reino Unido.
Pontos principais
- O Home Office manifestou preocupação com o custo de £144 milhões e a duração do inquérito.
- A investigação apura abusos cometidos por policiais infiltrados ao longo de quatro décadas.
- Vítimas denunciam que restrições impostas pelo governo podem resultar em um encobrimento de fatos.
- Os abusos incluem o uso de policiais para enganar mulheres em relacionamentos sexuais.
Vítimas de vigilância policial intrusiva no Reino Unido acusaram o Home Office de tentar restringir o alcance de um inquérito público que investiga décadas de má conduta estatal. O governo britânico expressou preocupação com o custo acumulado de £144 milhões e com a longa duração das apurações, sugerindo medidas para limitar o escopo do processo. Representantes dos afetados afirmam que qualquer tentativa de reduzir a investigação comprometerá a busca por justiça e resultará em um encobrimento institucional.
O inquérito, conduzido por um juiz independente, analisa abusos cometidos contra milhares de ativistas políticos ao longo de quarenta anos. Entre as denúncias mais graves estão casos de policiais que utilizaram identidades falsas para manter relacionamentos sexuais enganosos com mulheres, resultando inclusive no nascimento de filhos. A disputa atual coloca em xeque a transparência do Estado britânico frente a um dos maiores escândalos de vigilância da história recente do país.
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