Ex-chefe da Polícia Metropolitana admite falha no controle de espiões
Paul Condon reconheceu em inquérito que a unidade de espionagem da polícia britânica operou sem supervisão adequada por décadas.
Pontos principais
- Paul Condon prestou depoimento ao inquérito que apura abusos de agentes infiltrados.
- O ex-comissário admitiu que a força policial falhou sistematicamente no controle da unidade.
- A unidade de espionagem monitorou ativistas políticos por cerca de 40 anos.
- Condon reconheceu que oficiais individuais cometeram abusos durante o período.
O ex-comissário da Polícia Metropolitana de Londres, Paul Condon, admitiu durante depoimento a um inquérito oficial que a corporação falhou em supervisionar adequadamente a unidade de espionagem da força. Segundo Condon, a ausência de controle permitiu que agentes infiltrados operassem de forma abusiva por décadas, monitorando dezenas de milhares de ativistas políticos no Reino Unido ao longo de 40 anos. O depoimento é um marco nas investigações em curso, que buscam esclarecer as práticas controversas de infiltração policial que geraram escândalos e questionamentos sobre a ética e a legalidade das operações de inteligência britânicas. O reconhecimento da falha sistêmica por um ex-líder da instituição reforça as críticas sobre a falta de transparência e os abusos cometidos contra grupos de ativismo durante o período de atuação da unidade.
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