Projeto japonês testa energia geotérmica no Tajiquistão
Pesquisadores da Universidade de Akita implementam bombas de calor geotérmicas no Tajiquistão para reduzir a dependência de carvão e energia elétrica.
Pontos principais
- O projeto utiliza bombas de calor geotérmicas (GSHP) para aproveitar a temperatura estável do subsolo.
- A tecnologia pode reduzir o consumo de energia entre 30% e 50% em comparação a sistemas convencionais.
- Testes em Duchambe registraram uma economia de 41% no consumo de energia para resfriamento.
- O uso de inteligência artificial auxilia no mapeamento do potencial geotérmico da região.
- A iniciativa integra o programa SATREPS e tem conclusão prevista para 2027.
Pesquisadores da Universidade de Akita, no Japão, estão conduzindo um projeto no Tajiquistão para testar a viabilidade de sistemas de energia geotérmica de baixa profundidade. A tecnologia utiliza bombas de calor geotérmicas (GSHP) que aproveitam a temperatura constante do subsolo para climatizar ambientes, visando mitigar a escassez de energia enfrentada pelo país durante o inverno. Atualmente, a nação depende fortemente de hidrelétricas e da queima de carvão, o que torna a eficiência energética uma prioridade estratégica.
Experimentos realizados em Duchambe já demonstraram uma redução de 41% no consumo elétrico para resfriamento, com potencial de economia total entre 30% e 50%. O estudo, que utiliza inteligência artificial para mapear o potencial geotérmico local, faz parte do programa SATREPS e tem conclusão agendada para 2027. A implementação bem-sucedida da tecnologia pode transformar a matriz energética regional e reduzir significativamente a dependência de combustíveis fósseis.
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