Rosatom estuda instalação de usinas nucleares flutuantes no Brasil
Empresa russa avalia o uso de tecnologia nuclear flutuante para levar energia a regiões remotas da Amazônia e operações de petróleo offshore.
Pontos principais
- A proposta foi apresentada pela Rosatom durante o 51º Simpósio Anual da Associação Nuclear Mundial, em Londres.
- O foco da tecnologia são áreas com difícil acesso à rede elétrica convencional ou alta demanda energética.
- Não existem cronogramas, projetos específicos ou decisões concretas para a implementação no país até o momento.
- O setor nuclear global busca investimentos superiores a US$ 250 bilhões anuais até 2030 para expansão.
A estatal russa Rosatom apresentou um estudo de viabilidade para a implementação de usinas nucleares flutuantes no Brasil. A tecnologia é voltada para o atendimento de demandas energéticas em regiões remotas, como a Amazônia, e para o suporte a operações de exploração de petróleo offshore, onde a conexão com a rede elétrica convencional é complexa ou inexistente.
Embora a proposta tenha sido destacada durante o 51º Simpósio Anual da Associação Nuclear Mundial, em Londres, a empresa reforçou que não há projetos concretos ou cronogramas definidos para o Brasil. A iniciativa ocorre em um momento em que países do BRICS lideram a expansão nuclear global, setor que exige investimentos anuais superiores a US$ 250 bilhões até 2030 para atingir as metas de capacidade instalada previstas pela indústria.
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