Mineradora busca reduzir dependência global de terras raras chinesas
Executivo defende diversificação no fornecimento de terras raras antes de cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping.
Pontos principais
- Rafael Moreno, chefe de uma mineradora, alerta para o domínio chinês no setor de terras raras.
- A empresa inaugurou uma planta de demonstração no Brasil visando o mercado europeu.
- A expectativa é que a companhia se torne fornecedora da União Europeia em dois anos.
- O mercado monitora a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping marcada para a próxima quinta-feira.
O executivo Rafael Moreno, à frente de uma mineradora com operações no Brasil, defendeu a necessidade urgente de reduzir a dependência global em relação ao fornecimento de terras raras controladas pela China. O setor vive um momento de incerteza diante da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, prevista para a próxima quinta-feira. A expectativa é que os líderes negociem para evitar que Pequim concretize ameaças de restringir exportações desses minerais essenciais para a tecnologia moderna.
Para mitigar os riscos de escassez, a empresa de Moreno inaugurou uma planta de demonstração no Brasil e projeta integrar a cadeia de suprimentos da União Europeia dentro de dois anos. A iniciativa busca criar alternativas viáveis ao monopólio chinês, garantindo maior segurança estratégica para o bloco europeu. A movimentação reflete a crescente preocupação de nações ocidentais em diversificar suas fontes de insumos críticos diante das tensões geopolíticas globais.
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