Brasil deve levar até 2032 para produzir ímãs de terras raras
País não terá capacidade de fabricar ímãs com insumos nacionais nesta década, mantendo a dependência da tecnologia chinesa por mais alguns anos.
Pontos principais
- A produção nacional de ímãs de terras raras a partir de matérias-primas locais só deve ocorrer após 2032.
- A previsão foi apresentada por Andre Luis Pimenta de Faria, do Senai, durante o congresso de mineração Exposibram.
- O cronograma estendido preserva o domínio da China sobre o mercado global de ímãs de terras raras no curto e médio prazo.
O Brasil enfrenta desafios estruturais que impedirão a produção de ímãs de terras raras com insumos nacionais antes de 2032, segundo especialistas do setor. A declaração, feita por Andre Luis Pimenta de Faria, do Senai, durante o congresso de mineração Exposibram, destaca que a falta de capacidade industrial instalada para o processamento desses materiais mantém o país dependente de importações. Atualmente, a China detém um quase monopólio sobre a tecnologia de fabricação desses componentes, que são essenciais para a transição energética e a produção de veículos elétricos. A ausência de uma cadeia produtiva local completa significa que, apesar das reservas minerais brasileiras, o país continuará sujeito às dinâmicas de mercado controladas por Pequim durante a maior parte desta década, limitando a autonomia estratégica nacional no setor de minerais críticos.
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