Michelle Bachelet desiste de candidatura à secretaria-geral da ONU
Ex-presidente do Chile retira candidatura após receber 11 votos de desencorajamento em consulta informal do Conselho de Segurança da ONU.
Pontos principais
- Michelle Bachelet anunciou sua desistência da disputa pelo cargo de secretária-geral da ONU em vídeo publicado no sábado.
- A decisão ocorreu após a candidata receber 11 votos de desencorajamento em uma consulta informal realizada pelo Conselho de Segurança.
- Bachelet contava com o apoio oficial do Brasil e do México para suceder António Guterres.
- A ex-presidente defendeu a importância de uma mulher latino-americana liderar a organização em sua carta de renúncia.
- Com a saída de Bachelet, a disputa pelo comando da ONU segue agora com sete candidatos restantes.
A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou formalmente a retirada de sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi comunicada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais no último sábado, encerrando uma campanha que buscava colocar uma mulher latino-americana no comando da entidade internacional. O movimento ocorre após a candidata enfrentar dificuldades significativas no Conselho de Segurança, onde recebeu 11 votos de desencorajamento em uma consulta informal, conhecida como straw poll.
Bachelet, que contava com o apoio oficial dos governos do Brasil e do México, agradeceu publicamente aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum pelo suporte recebido. Em sua carta de renúncia, a ex-presidente reforçou a relevância de diversificar a liderança global, apesar do revés político. Com a saída de Bachelet da corrida, restam agora sete candidatos na disputa para suceder António Guterres, cujo mandato à frente da organização tem término previsto para 31 de dezembro de 2026.
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