Associações apontam lacunas na regulamentação da cannabis medicinal
Representantes do setor debatem desafios jurídicos e operacionais após a implementação das novas resoluções da Anvisa sobre cannabis no Brasil.
Pontos principais
- O II Encontro Nacional Nordestino de Associações Canábicas discutiu incertezas sobre cultivo e controle sanitário.
- Associações relatam dificuldades operacionais, como apreensões de insumos e falta de diretrizes claras.
- As resoluções RDC 1.013, 1.014 e 1.015 de 2026 definem as novas regras para o setor no país.
- Dados da Kaya Mind apontam a existência de 315 associações e 873 mil pacientes canábicos no Brasil.
Representantes de associações canábicas reuniram-se em Fortaleza, durante o II Encontro Nacional Nordestino, para debater os desafios persistentes na regulamentação do uso medicinal da planta no Brasil. Embora as resoluções RDC 1.013, 1.014 e 1.015 de 2026 tenham estabelecido novas diretrizes para pesquisa e produção, o setor ainda aponta uma insegurança jurídica significativa. Entre as principais queixas estão a falta de clareza sobre o cultivo, o papel da agricultura familiar e a ausência de orientações práticas por parte da vigilância sanitária, o que tem resultado em apreensões de insumos.
Em contrapartida, a Anvisa sustenta que o processo de elaboração das normas foi conduzido com ampla participação social, incluindo consultas a pesquisadores e entidades do setor. Com cerca de 873 mil pacientes registrados e 315 associações em atividade, conforme dados da Kaya Mind, a demanda por uma regulamentação mais robusta permanece alta. O impasse reflete a necessidade de conciliar o avanço do acesso terapêutico com a conformidade técnica exigida pelos órgãos de controle sanitário.
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