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Queda na taxa de fecundidade no Brasil e o impacto da tecnologia

Estudos associam a disseminação de smartphones à queda na fecundidade, agravando desafios fiscais e demográficos de longo prazo no Brasil.

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Foto: InfoMoney
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19/09 às 13:15

Pontos principais

  • A taxa de fecundidade brasileira recuou de 6,3 filhos por mulher em 1960 para 1,58 em 2022.
  • Pesquisa do NBER sugere que o uso de smartphones reduz a socialização presencial, impactando as taxas de natalidade.
  • O envelhecimento populacional pode elevar os gastos com Previdência de 12% para 20% do PIB em 20 anos.
  • A população ocupada deve cair em termos absolutos a partir de 2037, com impacto estimado de 10% no PIB.

A taxa de fecundidade no Brasil apresentou uma queda expressiva nas últimas décadas, atingindo 1,58 filhos por mulher em 2022. Pesquisas recentes, incluindo um estudo do NBER, sugerem que a disseminação dos smartphones e o uso intensivo de tecnologia podem contribuir para esse cenário, ao reduzir a socialização presencial e alterar dinâmicas sociais. Esse fenômeno demográfico impõe desafios estruturais significativos para o país, que enfrenta o envelhecimento populacional antes de alcançar patamares de renda de nações desenvolvidas.

O impacto econômico dessa transição é severo, com projeções indicando que os gastos com a Previdência podem saltar de 12% para 20% do PIB nas próximas duas décadas. Além disso, a redução da população ocupada, prevista para ocorrer a partir de 2037, ameaça o crescimento do PIB em cerca de 10%. A dificuldade em substituir a mão de obra por capital e tecnologia torna o cenário fiscal brasileiro ainda mais complexo diante da mudança no perfil demográfico nacional.

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