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Ex-integrante do Pussy Riot revela ter sido coagida pelo FSB

Rita Flores afirma que foi forçada pelo serviço de segurança russo a espionar ativistas sob ameaças de morte e chantagem.

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Foto: The Guardian World
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19/09 às 01:30

Pontos principais

  • Rita Flores, artista de 29 anos, foi recrutada pelo FSB sob ameaça de morte.
  • A ativista atuou como informante por três anos, coletando dados de críticos ao governo.
  • O serviço de segurança chegou a exigir que Flores participasse de um plano de assassinato.
  • A ativista fugiu da Rússia no mês passado, encerrando sua cooperação com o órgão.

Rita Flores, ex-integrante do coletivo Pussy Riot, denunciou ter sido coagida pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) a atuar como informante contra outros ativistas. Segundo o relato da artista de 29 anos, o recrutamento ocorreu sob ameaças de morte e chantagem, forçando-a a monitorar colegas e coletar dados pessoais de críticos ao governo russo durante um período de três anos.

A situação escalou quando o FSB exigiu a participação de Flores em um plano para sequestrar e assassinar um opositor do Kremlin. Diante da gravidade das ordens e do medo constante, a ativista decidiu romper os laços com o serviço de segurança e fugiu da Rússia no mês passado. O caso expõe as táticas de repressão utilizadas pelas autoridades russas para desarticular movimentos de oposição e controlar artistas dissidentes dentro do país.

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