Rússia condena cidadão a 23 anos de prisão por espionagem
Georgy Pirogov foi sentenciado por repassar informações sobre sistemas de mísseis russos à inteligência polonesa durante o conflito na Ucrânia.
Pontos principais
- Georgy Pirogov cumprirá 23 anos em uma colônia penal por crimes de espionagem.
- O FSB afirma que o réu forneceu dados sobre armamentos avançados e sistemas de mísseis utilizados na guerra.
- O contato com a inteligência da Polônia teria ocorrido em abril de 2022, após a saída de Pirogov da Rússia.
- O julgamento foi realizado a portas fechadas, seguindo o protocolo russo para casos de segurança nacional.
Um tribunal de Moscou condenou o cidadão russo Georgy Pirogov a 23 anos de prisão em regime fechado sob a acusação de espionagem. Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB), Pirogov teria estabelecido contato com agentes poloneses em abril de 2022, logo após deixar o território russo, para compartilhar informações sensíveis sobre sistemas de mísseis e tecnologias militares empregadas pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. O processo ocorreu sob sigilo, uma prática recorrente em casos de segurança nacional no país. A sentença reflete o endurecimento das autoridades russas contra suspeitos de colaborar com potências estrangeiras desde o início do conflito. O episódio ocorre em um momento de tensão diplomática, marcado por acusações mútuas de espionagem entre Moscou e nações europeias, incluindo a recente prisão de um cidadão russo na Polônia, acusado de planejar um assassinato a mando do Kremlin.
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