Membro do BCE defende juros mais altos para conter inflação
Martins Kazaks, do BCE, sinaliza que taxas de juros podem subir ainda mais para restringir a atividade econômica e controlar a inflação na zona do euro.
Pontos principais
- Martins Kazaks afirmou que a política monetária restritiva é apropriada para o cenário econômico atual.
- O BCE pode elevar os custos de empréstimos para níveis que restrinjam a atividade econômica.
- A projeção é de que a economia da zona do euro feche o hiato do produto no próximo ano.
- O governador do Banco da Letônia destacou preocupações com os efeitos de segunda ordem da inflação.
O membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Martins Kazaks, defendeu a manutenção de uma postura monetária restritiva e sinalizou que a instituição pode elevar ainda mais as taxas de juros. Segundo o governador do Banco da Letônia, o aumento dos custos de empréstimos é uma medida necessária para restringir a atividade econômica e garantir o controle da inflação na zona do euro, diante de projeções que indicam o fechamento do hiato do produto no próximo ano.
Durante entrevistas recentes, Kazaks enfatizou que o BCE deve permanecer atento aos efeitos de segunda ordem da inflação, impulsionados por choques nos preços de energia. A sinalização reforça a cautela da autoridade monetária europeia em seu esforço para assegurar a convergência da inflação para a meta estabelecida, mesmo em um ambiente de incertezas econômicas globais que exige monitoramento constante da atividade econômica.
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