Diretor da Microsoft classifica uso de notícias em IA como roubo
Documentos judiciais revelam que executivo da Microsoft chamou o treinamento de modelos de IA com artigos jornalísticos de roubo sem precedentes.
Pontos principais
- Brent Hecht, diretor da Microsoft, descreveu a prática como o maior roubo de trabalho da história humana em comunicações internas.
- As revelações surgiram no processo movido pelo The New York Times contra a OpenAI e a Microsoft por uso indevido de conteúdo.
- A Microsoft declarou que as falas de Hecht são opiniões pessoais e não representam a posição oficial da companhia.
- Comunicações internas da OpenAI também sugerem preocupação com o impacto dos chatbots na receita de veículos de imprensa.
Documentos internos revelados no âmbito de uma ação judicial movida pelo The New York Times expuseram críticas severas de executivos da Microsoft e da OpenAI sobre o uso de dados jornalísticos no treinamento de inteligência artificial. Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, classificou a prática como um roubo de proporções sem precedentes, enquanto comunicações da OpenAI reconheceram que a tecnologia pode ameaçar a sustentabilidade financeira do setor de mídia ao capturar o tráfego de leitores.
A Microsoft reiterou que as declarações de Hecht refletem visões individuais e não a política da empresa, que defende o uso de conteúdos sob o princípio de fair use. O processo, que conta com a adesão de diversos grupos de mídia, discute se o treinamento de modelos de linguagem sem autorização constitui violação de direitos autorais ou progresso científico, com uma decisão judicial definitiva prevista apenas para após 2027.
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