SEC cria isenção de cinco anos para negociação de ações tokenizadas
A SEC anunciou uma 'Isenção de Inovação' que permite a plataformas negociar ações tokenizadas sem as exigências regulatórias de bolsas tradicionais.
Pontos principais
- A SEC emitiu uma ordem temporária válida por cinco anos para Tokenized Securities Venues (TSVs).
- A medida exclui plataformas da definição de 'exchange' sob o Securities Exchange Act de 1934.
- Provedores de liquidez nas TSVs recebem isenção condicional da definição de 'dealer'.
- A norma permite a negociação de ações do National Market System (NMS) via contratos inteligentes.
- Plataformas devem notificar empresas emissoras, que possuem 30 dias para vetar a negociação.
- Detentores de tokens devem manter direitos de acionistas tradicionais, como voto e dividendos.
- A ordem impõe limites de volume e restrições ao número de tickers negociáveis.
- É exigida a divulgação pública de preço, tamanho do pool e volume diário de transações.
- A negociação do token deve ser suspensa caso a ação original seja interrompida na bolsa principal.
- O mercado de ativos tokenizados alcançou US$ 38,51 bilhões, um crescimento de 70% no ano.
A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) anunciou uma "Isenção de Inovação" que altera temporariamente o regime regulatório para a negociação de ações tokenizadas no país. A medida, válida por cinco anos, permite que plataformas especializadas, denominadas Tokenized Securities Venues (TSVs), operem sem a necessidade de registro como bolsas de valores tradicionais. Além disso, provedores de liquidez que atuam nesses ambientes digitais ficam dispensados da classificação regulatória de "dealer", facilitando a operação de pools de liquidez permissionados.
Para garantir a proteção dos investidores, a SEC estabeleceu condições rigorosas para a adesão ao novo modelo. As plataformas devem assegurar que os tokens confiram aos detentores os mesmos direitos das ações convencionais, incluindo o recebimento de dividendos e o exercício do direito de voto. Adicionalmente, as empresas emissoras possuem um prazo de 30 dias após a notificação para vetar a inclusão de seus papéis em plataformas de negociação baseadas em blockchain, garantindo controle sobre a circulação de seus ativos.
A norma também impõe limites operacionais, como restrições ao volume de negociação e à quantidade de tickers disponíveis, além de exigir transparência total sobre preços, horários e endereços dos pools. Caso a negociação da ação original seja suspensa na bolsa principal, a plataforma deve interromper imediatamente a atividade do token correspondente. O presidente da SEC, Paul Atkins, destacou que a medida interina é um passo necessário para manter a viabilidade dos mercados on-chain, embora tenha ressaltado que o setor deve avançar rumo a uma regulamentação duradoura.
A decisão reflete o crescimento acelerado do setor de ativos tokenizados, que atingiu US$ 38,51 bilhões, representando uma alta superior a 70% em relação ao ano anterior. A medida foi recebida com otimismo pelo mercado, evidenciado pela valorização de 14% nas ações da Securitize, uma das principais empresas do segmento. Analistas do setor financeiro observam que a iniciativa busca modernizar os mercados de capitais americanos, permitindo transações contínuas e maior eficiência na utilização de ativos como garantia.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
