GS Group constrói data center de IA de 2,4 GW na Coreia do Sul
A primeira fase, de 1,2 GW em Donghae, custa 15 trilhões de wons (US$12,7 bi); o total pode chegar a US$101 bi com GPUs e memória.
Pontos principais
- Registros regulatórios publicados em 16 de setembro mostram que a GS vai construir um data center de 2,4 GW por meio da nova subsidiária GS AI Infrastructure.
- A primeira fase, de 1,2 GW, ficará em Donghae, província de Gangwon, com conclusão a partir de 2028 e investimento de cerca de 15 trilhões de wons (US$12,7 bilhões).
- A GS entrará com cerca de 20% em capital próprio, aproximadamente 3 trilhões de wons (US$2,5 bilhões), e financiará o restante via project finance.
- O investimento direto no conjunto dos 2,4 GW é estimado em 30 trilhões de wons (US$25,4 bilhões); incluindo GPU e memória, o total pode chegar a 120 trilhões de wons (US$101 bilhões), já que os inquilinos trarão a própria infraestrutura de GPU.
- A construção deve começar em novembro, em escala de 100 a 150 MW, com adições incrementais; aquisição de terreno, licenças e contratação de energia estão previstas para este ano.
- A GS busca inquilinos globais de big tech em vez de empresas domésticas e diz negociar com vários, sem divulgar contrapartes ou estágios.
- A empresa tem em Donghae uma usina a carvão subutilizada, com taxa de utilização de 29,6% no segundo trimestre, e ainda não pediu fornecimento à KEPCO após a revisão final da avaliação de impacto no sistema elétrico.
A estrutura de capital explica a ambição: a GS entra com apenas 20% de equity na primeira fase — cerca de 3 trilhões de wons — e deixa o resto para project finance, enquanto os inquilinos assumem o custo das GPUs. É por isso que o valor direto de 30 trilhões de wons vira 120 trilhões quando se somam chips e memória.
A energia é o trunfo local. A usina a carvão da GS em Donghae operou a 29,6% de utilização no segundo trimestre, o que abre a possibilidade de alimentar o campus com capacidade já existente — ainda que a empresa não tenha pedido fornecimento à KEPCO. A construção começa em novembro em blocos de 100 a 150 MW, com a mira em inquilinos globais de big tech, não em clientes domésticos.
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