Coreia do Sul assina acordos de energia para megacomplexos de chips
Honam recebe cerca de 3GW numa primeira fase para operar em 2029, enquanto os complexos de Yongin exigirão mais de 14GW até 2041.
Pontos principais
- Em 12 de agosto, o Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente, a Cidade Especial Integrada Jeonnam-Gwangju, a Samsung Electronics, a SK hynix e a estatal KEPCO assinaram três acordos de fornecimento de energia.
- A assinatura ocorreu na sede de construção Gyeongin da KEPCO, em Seul.
- O complexo de semicondutores de Honam, no sudoeste do país, receberá cerca de 3GW em uma primeira fase, o que deve permitir que as primeiras fábricas operem em 2029; a capacidade acumulada deve passar de 6GW.
- Os dois complexos de Yongin, ancorados por Samsung e SK hynix, devem exigir mais de 14GW de eletricidade até 2041.
- O fornecimento inicial em Yongin, até 2032, virá de três usinas a GNL de 1GW cada, construídas dentro do complexo nacional, usando cotas de substituição de usinas a carvão desativadas.
- Parte da fatia privada dos custos de rede da primeira fase de Honam pode ser coberta por apoio fiscal sob a Lei Especial de Semicondutores, em vigor desde 11 de agosto.
- Os megaprojetos foram anunciados em 29 de junho como parte dos "Três Grandes Megaprojetos" da Coreia.
A energia será entregue em fases, conforme linhas de transmissão e geração entrem em operação. No curto prazo, serão construídas linhas de transmissão de curta distância perto do complexo; no longo prazo, a rede será estendida até a geração da costa leste e da região central.
O ministro do Clima e Energia, Kim Sung-hwan, disse que a velocidade do fornecimento de energia é o que vai determinar o sucesso ou o fracasso dos megaprojetos de semicondutores — uma formulação que coloca a rede elétrica, e não a capacidade fabril, como o gargalo real da ambição coreana em chips.
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