EUA confirmam existência de armas em órbita para defesa espacial
O governo americano admitiu possuir sistemas em órbita capazes de neutralizar satélites inimigos, gerando reações negativas de China e Rússia.
Pontos principais
- O secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, confirmou a existência de armas espaciais americanas.
- Os sistemas têm como objetivo proteger tropas e ativos espaciais dos EUA contra ameaças externas.
- China e Rússia criticaram a medida e defenderam a desmilitarização do espaço sideral.
- O Tratado do Espaço Exterior de 1967 veda armas nucleares, mas abre margem para armamento convencional.
O governo dos Estados Unidos confirmou publicamente a presença de armamentos em órbita projetados para neutralizar ou destruir satélites inimigos. A revelação foi feita pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, durante uma conferência em Maryland, marcando uma mudança na postura estratégica do país. Segundo autoridades, a tecnologia visa garantir a segurança de tropas e espaçonaves americanas diante de crescentes tensões globais no setor aeroespacial.
A confirmação gerou críticas imediatas de potências como China e Rússia, que pediram a desmilitarização do espaço. Embora o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíba explicitamente o uso de armas nucleares ou de destruição em massa, a legislação internacional apresenta lacunas sobre armamentos convencionais. A Força Espacial dos EUA, criada em 2019 sob a gestão de Donald Trump, reforça agora sua capacidade operacional com esses novos sistemas de defesa já em órbita.
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