Boeing enfrenta atrasos na estabilização da produção do 737 Max
CEO Kelly Ortberg admite que a produção do 737 Max demora mais que o esperado para estabilizar, provocando queda de 5% nas ações da companhia.
Pontos principais
- A fabricação de asas na unidade de Renton foi identificada como o principal gargalo operacional.
- A Boeing mantém uma produção mensal de 47 aeronaves, com planos de expansão para o próximo ano.
- As ações da empresa recuaram mais de 5% após declarações do CEO em conferência do Morgan Stanley.
- A empresa aguarda a certificação do modelo 737 Max 10 para ampliar seu portfólio comercial.
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, reconheceu que o processo de estabilização da linha de montagem do 737 Max está avançando em um ritmo mais lento do que o projetado inicialmente pela companhia. Durante uma conferência organizada pelo Morgan Stanley, o executivo apontou dificuldades específicas na fabricação de asas na unidade de Renton, que têm atuado como um gargalo crítico para o fluxo produtivo. Atualmente, a fabricante mantém um volume de 47 aeronaves por mês, com a expectativa de elevar essa capacidade ao longo do próximo ano.
A notícia impactou negativamente o mercado financeiro, resultando em uma queda superior a 5% nas ações da Boeing logo após a divulgação das declarações. Além dos desafios operacionais, a empresa segue focada na obtenção da certificação do modelo 737 Max 10. Ortberg evitou comentar sobre possíveis novas encomendas da China, mantendo cautela em relação ao cenário geopolítico e aos encontros diplomáticos envolvendo o presidente Donald Trump.
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