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MPF e DPU pedem suspensão de data center ligado ao TikTok no Ceará

Órgãos federais questionam irregularidades ambientais e falta de consulta a indígenas na construção de data center no Complexo do Pecém.

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Foto: Época Negócios
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15/09 às 13:03

Pontos principais

  • Ação civil pública aponta divergências nos dados de consumo de água e energia do projeto.
  • Previsão de uso diário de água aumentou de 19,7 mil para 144 mil litros no licenciamento.
  • Projeto prevê uso de 120 geradores a diesel, contradizendo promessa de energia 100% renovável.
  • Empreendimento não realizou consulta prévia obrigatória ao povo indígena Anacé.
  • Data center é desenvolvido pela Omnia, braço da Pátria Investimentos, com o TikTok como cliente.

O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União ajuizaram uma ação civil pública para suspender a construção do Data Center Pecém, localizado no Ceará. A medida ocorre após a identificação de inconsistências no licenciamento ambiental, incluindo um salto expressivo na previsão de consumo diário de água, que passou de 19,7 mil para 144 mil litros. Além disso, os órgãos apontam uma contradição entre a promessa de sustentabilidade do projeto e a instalação planejada de 120 geradores a diesel.

O empreendimento, que integra um plano de cinco unidades no complexo portuário, é de responsabilidade da Omnia, braço da Pátria Investimentos, em parceria com a Casa dos Ventos, tendo o TikTok como principal cliente. A ação também destaca a ausência de consulta prévia obrigatória ao povo indígena Anacé, conforme determina a legislação. A suspensão busca garantir a regularidade do licenciamento e a proteção dos direitos das comunidades impactadas pela obra.

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