Juro do Treasury de 10 anos rompe 5% pela primeira vez desde 2023
O mercado precifica em 93% a chance de alta de juros do Fed na quarta-feira, com Brent perto de US$107 e CPI de agosto em 3,4% em 12 meses.
Pontos principais
- O rendimento do Treasury de 10 anos rompeu brevemente 5% no pregão de segunda-feira em Nova York, fechou a 4,99% e voltou a superar 5,04% na terça.
- O Brent subiu 1,3%, para quase US$107 o barril, ampliando os ganhos de setembro para mais de 18%.
- A ferramenta FedWatch da CME precificava em cerca de 93% a chance de alta de juros do Fed na quarta-feira.
- Seria a primeira alta em mais de três anos e a primeira da gestão de Kevin Warsh na presidência do Fed.
- O Goldman Sachs mudou a previsão de manutenção para alta de 25 pontos-base após o CPI de agosto subir 0,4% no mês e 3,4% em 12 meses.
- O ouro caiu pela segunda sessão seguida, para cerca de US$4.285 a onça, após tocar a mínima de um mês, de US$4.253.
O petróleo avançou com os traders avaliando riscos à oferta no Oriente Médio, com o oleoduto saudita ainda fora de operação após ataques — o canal direto entre a crise no Golfo e a curva de juros americana. O núcleo do CPI subiu 0,3% no mês, acima do esperado, e os preços ao produtor haviam subido 0,4% em agosto e 5,4% em 12 meses.
A taxa atual do Fed está em torno de 3,6%. Uma alta levaria a faixa-alvo para 3,75%-4,00%, contra a demanda pública de Trump por um corte. A queda do ouro é atribuída a juros mais altos e ao dólar mais forte, que reduzem a demanda pelo metal, que não paga rendimento.
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