China critica pedido de CEO da Anthropic para limitar sua IA
Governo chinês rejeitou o apelo do CEO da Anthropic, Dario Amodei, para que os EUA bloqueiem a venda de chips avançados à China e reprimam a destilação de modelos, medidas propostas em um ensaio sobre desacelerar a IA.
Pontos principais
- Em ensaio publicado em setembro ("We Must Pace the Frontier"), o CEO da Anthropic, Dario Amodei, propôs que os EUA não vendam chips avançados de IA nem equipamentos de fabricação de semicondutores à China.
- Amodei também pede repressão ao contrabando de chips, ao acesso remoto a data centers fora da China e à destilação não autorizada de modelos por empresas de países autoritários, além de mais segurança contra roubo de pesos de modelos.
- Segundo o ensaio, essas medidas ampliariam a vantagem americana na janela de 3 a 5 anos em que a IA se tornará mais decisiva geopoliticamente, já que os chips são, para ele, o principal determinante da força da IA chinesa.
- As restrições à China integram um plano de três etapas de Amodei para desacelerar deliberadamente o avanço da IA, motivado por incidentes recentes de desalinhamento em sistemas de IA.
- O Ministério das Relações Exteriores da China criticou formalmente as propostas de Amodei.
- Pequim classificou as declarações como táticas de confronto e 'fearmongering'.
- Autoridades chinesas argumentam que o desenvolvimento de IA deve ser um bem comum para a humanidade.
- O governo chinês nega estar envolvido em uma 'competição maliciosa' no setor.
- Pequim vê as restrições americanas como tentativa de suprimir seu progresso tecnológico.
O Ministério das Relações Exteriores da China manifestou forte oposição a um ensaio recente do CEO da Anthropic, Dario Amodei, no qual ele defende que os Estados Unidos adotem controles de exportação e outras medidas para conter o avanço tecnológico chinês em inteligência artificial (IA). Pequim classificou a sugestão como uma tática de confronto e uma tentativa de justificar medidas protecionistas para consolidar a vantagem tecnológica americana, refutando categoricamente a ideia de que o país esteja engajado em uma "competição maliciosa" no setor.
No ensaio "We Must Pace the Frontier", publicado em seu site pessoal, Amodei situa as restrições à China dentro de um plano de três etapas para desacelerar o avanço da IA, motivado por incidentes recentes de desalinhamento em sistemas de IA. Segundo ele, os chips são o principal determinante da força da IA chinesa, e as medidas ampliariam a vantagem americana na janela de 3 a 5 anos que considera mais decisiva geopoliticamente.
Para o governo chinês, o desenvolvimento de tecnologias de fronteira deve ser encarado como um bem comum para toda a humanidade, e não como uma ferramenta de exclusão geopolítica. Autoridades chinesas, incluindo o Ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, alertaram que tais pressões ignoram a necessidade de cooperação global e prejudicam a governança da tecnologia. A disputa ocorre antes da cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
Comentários
Carregando comentários...
