Turquia proíbe atracação de cruzeiro LGBTQ+ e força mudança de rota
O governo turco impediu a entrada de um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+ em seus portos, citando incompatibilidade com valores morais do país.
Pontos principais
- O navio Scarlet Lady, fretado pela Atlantis Events, foi impedido de atracar em Istambul e Kuşadası.
- Autoridades turcas justificaram a decisão alegando que o perfil dos passageiros fere os padrões morais e familiares locais.
- A operadora alterou o itinerário para incluir paradas alternativas no Egito e na Grécia.
- O presidente da Atlantis Events, Rich Campbell, classificou a medida como uma interferência indevida na liberdade dos turistas.
- O episódio reflete o endurecimento das políticas do governo de Tayyip Erdogan contra a comunidade LGBTQ+.
O governo da Turquia proibiu a atracação do cruzeiro Scarlet Lady, fretado pela empresa Atlantis Events, em portos de Istambul e Kuşadası. As autoridades locais justificaram a medida alegando que o perfil do grupo de passageiros é incompatível com os valores morais e familiares defendidos pelo país. Em resposta, a operadora foi obrigada a alterar sua rota, substituindo as paradas turcas por destinos no Egito e na Grécia. O presidente da Atlantis Events, Rich Campbell, criticou publicamente a decisão, apontando-a como uma interferência indevida na liberdade de escolha dos viajantes. O incidente ocorre em um contexto de crescente restrição aos direitos da comunidade LGBTQ+ na Turquia sob a gestão de Tayyip Erdogan e do partido AKP. Desde 2015, o país mantém a proibição de Paradas do Orgulho em Istambul, consolidando uma política de endurecimento contra grupos minoritários.
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