Número de pessoas morando sozinhas cresce 86% em São Paulo
Dados do Censo revelam que domicílios com apenas um morador saltaram de 504 mil para 940 mil na capital paulista entre 2010 e 2022.
Pontos principais
- O total de residências unipessoais na cidade de São Paulo subiu de 504.945 para 940.250 em 12 anos.
- A proporção de domicílios com apenas um morador passou de 14% para 22% do total na capital.
- O bairro do Grajaú tornou-se a região com maior número de residências individuais na cidade.
- Especialistas atribuem o fenômeno ao custo da habitação e à oferta de imóveis menores em áreas periféricas.
O número de domicílios ocupados por apenas uma pessoa na cidade de São Paulo registrou um aumento expressivo de 86% entre 2010 e 2022, conforme apontam os dados do Censo. O contingente de residências unipessoais saltou de pouco mais de 504 mil para 940 mil, elevando a participação desse perfil de moradia de 14% para 22% do total de domicílios da capital paulista.
Especialistas indicam que a mudança é impulsionada pelo elevado custo da habitação e pela crescente oferta de apartamentos menores, inclusive em regiões periféricas como o Grajaú, que superou bairros centrais em número de moradores sozinhos. Analistas, contudo, recomendam cautela na interpretação dos números, ressaltando que a pandemia de Covid-19 pode ter gerado distorções temporárias na composição dos domicílios durante o período da coleta de dados.
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