Devastação da Amazônia ameaça ciclo hídrico da América do Sul
Pesquisadoras alertam que o desmatamento compromete a capacidade da floresta de distribuir umidade, afetando o clima e o abastecimento regional.
Pontos principais
- A Amazônia funciona como uma infraestrutura hídrica vital, enviando umidade para o continente através de rios voadores.
- Desmatamento, mineração e narcotráfico prejudicam a conectividade ecológica e reduzem a pluviosidade no Brasil e na Bolívia.
- A seca de 2024, agravada pelo El Niño, impactou 88% da bacia amazônica e afetou o fornecimento de água e energia em cidades como Bogotá e Quito.
- Especialistas advertem que a floresta corre o risco de se tornar uma emissora de carbono em vez de um sumidouro, acelerando o aquecimento global.
Pesquisadoras alertam que a degradação contínua da Amazônia está colocando em risco a sua função de "máquina de chuva", essencial para o equilíbrio climático da América do Sul. O desmatamento, somado a atividades como mineração e narcotráfico, tem fragmentado a conectividade ecológica do bioma, o que já resulta em secas mais severas e temperaturas elevadas em diversas regiões, incluindo partes do Brasil e da Bolívia.
A situação é agravada por fenômenos climáticos como o El Niño, que intensificaram a seca de 2024, afetando 88% da bacia amazônica e comprometendo o abastecimento de água e energia em capitais como Bogotá e Quito. Cientistas reforçam que, caso a floresta perca sua capacidade de atuar como sumidouro de carbono, o impacto no aquecimento global será irreversível, tornando a restauração das áreas degradadas uma medida urgente para evitar um ponto de não retorno.
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