Bradesco BBI vê potencial de destravamento de valor para Cyrela e Eztec
Analistas apontam que a venda de torres corporativas pode impulsionar o valor das construtoras, embora existam desafios distintos de precificação.
Pontos principais
- Bradesco BBI avalia positivamente a possível venda de ativos corporativos da Cyrela e Eztec.
- A Pininfarina Corporate Tower da Cyrela tem alta probabilidade de venda por estar totalmente locada ao Nubank.
- Eztec busca R$ 1,9 bilhão pelas Esther Towers, enquanto o mercado estima o valor em R$ 1,5 bilhão.
- O banco mantém recomendação de compra para Cyrela e neutra para Eztec.
O Bradesco BBI identificou um potencial significativo de destravamento de valor para a Cyrela e a Eztec caso as companhias avancem com a venda de suas torres corporativas. Para a Cyrela, a alienação da Pininfarina Corporate Tower é vista como um movimento mais provável no curto prazo, dado que o imóvel está totalmente ocupado pelo Nubank, o que facilita a negociação e a atratividade do ativo para investidores.
Por outro lado, a Eztec enfrenta um cenário mais complexo em relação às Esther Towers devido a uma divergência na precificação. Enquanto a gestão da construtora projeta um valor de R$ 1,9 bilhão pelo empreendimento, o mercado avalia o ativo em R$ 1,5 bilhão, criando um desafio para a concretização do negócio. Diante desse cenário, o banco mantém recomendação de compra para a Cyrela, com preço-alvo de R$ 36, e recomendação neutra para a Eztec, fixada em R$ 17 para o final de 2027.
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