Malta segue vulnerável à corrupção após morte de Daphne Caruana
Relatora aponta que Malta falha em proteger jornalistas e fortalecer o Estado de direito após o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia.
Pontos principais
- Shami Chakrabarti atua como relatora especial do Conselho da Europa sobre o caso.
- Daphne Caruana Galizia foi morta em um atentado a bomba em outubro de 2017.
- O relatório indica que o país ainda carece de proteções legais eficazes para a imprensa.
- A corrupção de alto nível continua sendo uma ameaça estrutural em Malta.
A parlamentar britânica Shami Chakrabarti, relatora especial do Conselho da Europa, alertou que Malta permanece em um estado de vulnerabilidade institucional diante da corrupção de alto nível. A avaliação ocorre após investigações sobre as falhas judiciais que sucederam o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, morta em um atentado a bomba em outubro de 2017. Segundo Chakrabarti, o veredito do caso trouxe um sentimento de insegurança que ainda reverbera na sociedade maltesa.
O relatório destaca que o país falhou em implementar proteções legais robustas para garantir a segurança de jornalistas e a independência do Estado de direito. Para a relatora, a ausência de reformas estruturais mantém o ambiente propício para a recorrência de crimes contra a liberdade de imprensa. A recomendação central é que Malta fortaleça urgentemente seus mecanismos de controle e proteção para evitar que novos episódios de corrupção e violência contra comunicadores continuem a ameaçar a democracia local.
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