Custo da cesta básica cai em 25 capitais brasileiras em agosto
Levantamento do Dieese aponta redução nos preços dos alimentos em quase todo o país, com destaque para a queda no valor de itens essenciais.
Pontos principais
- O custo da cesta básica recuou em 25 das 27 capitais brasileiras em agosto de 2026.
- São Paulo manteve o posto de cesta básica mais cara do país, custando R$ 900,59.
- Batata, café, tomate e feijão foram os principais responsáveis pela deflação no período.
- O tempo médio de trabalho para adquirir a cesta caiu para 98 horas e 37 minutos.
- O Dieese estimou que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.565,86.
O custo da cesta básica registrou queda em 25 das 27 capitais brasileiras durante o mês de agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Dieese e pela Conab. As reduções mais expressivas foram observadas em Rio Branco, Manaus e Boa Vista, enquanto apenas Maceió e São Luís apresentaram alta nos preços. A queda foi impulsionada principalmente pela desvalorização de itens fundamentais na mesa do brasileiro, como a batata, o café em pó, o tomate e o feijão.
Com o recuo nos preços, o tempo médio de trabalho necessário para que um trabalhador adquira a cesta básica diminuiu de 100 horas e 24 minutos em julho para 98 horas e 37 minutos em agosto. Apesar do alívio mensal, o Dieese reforçou que o custo de vida permanece elevado, estimando que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas constitucionais deveria ser de R$ 7.565,86, considerando o valor registrado na capital paulista, a mais cara do país.
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