Bank of America eleva recomendação de ações brasileiras
O BofA elevou a recomendação para o Brasil para overweight, apostando em um ciclo de cortes de juros mais intenso até 2027.
Pontos principais
- A recomendação das ações brasileiras subiu de marketweight para overweight.
- O banco projeta a taxa Selic em 11,25% ao final de 2027, ante previsão anterior de 12,75%.
- A estratégia prioriza empresas sensíveis a juros, alavancadas e ligadas ao mercado de capitais.
- Investidores estrangeiros aportaram R$ 6 bilhões na bolsa brasileira nos últimos dez dias.
- O BofA mantém posição neutra nos setores de materiais e petróleo, via Vale e Petrobras.
- A instituição avalia que a queda dos juros deve impulsionar o valuation das ações, superando riscos eleitorais.
O Bank of America (BofA) alterou sua recomendação para o mercado acionário brasileiro de neutra para overweight, sinalizando otimismo com um ciclo de flexibilização monetária mais profundo. A mudança de postura, divulgada na terça-feira (8), reflete a expectativa de que a desaceleração da atividade econômica e a redução dos riscos inflacionários permitam cortes contínuos na taxa Selic, que o banco agora estima encerrar 2027 em 11,25%.
Para aproveitar o cenário, os analistas liderados por David Beker aumentaram a exposição a empresas mais sensíveis às taxas de juros e companhias alavancadas, que tendem a se beneficiar da queda no custo do capital. O relatório destaca que o retorno do fluxo de capital estrangeiro e a rotação de investimentos globais, após a perda de força do setor de inteligência artificial, têm favorecido o desempenho do Ibovespa em relação a outros mercados emergentes.
Embora reconheça riscos como a incerteza eleitoral de 2026 e a rigidez dos gastos públicos, o banco sustenta que a recuperação dos múltiplos das empresas listadas deve compensar eventuais revisões negativas nos lucros. A instituição mantém uma abordagem cautelosa em commodities, mantendo posições neutras em Vale e Petrobras, enquanto foca em ativos com maior potencial de valorização diante da política monetária mais expansionista.
Comentários
Carregando comentários...
