Modelo de congelamento de óvulos da Cofertility gera críticas
Startup americana oferece congelamento gratuito em troca de metade dos óvulos, levantando debates sobre ética e riscos médicos para doadoras.
Pontos principais
- O programa Split da Cofertility financia o congelamento de óvulos para mulheres de 21 a 33 anos.
- Em contrapartida, a startup retém metade do material coletado para venda a terceiros.
- Lotes de óvulos comercializados pela empresa podem atingir o valor de R$ 426 mil.
- Doadoras relatam pressão para realizar novas coletas e preocupações com dados genéticos.
- Especialistas alertam para a falta de transparência sobre riscos médicos e taxas de sucesso.
A startup americana Cofertility está sob escrutínio devido ao seu modelo de negócio no setor de fertilidade. Através do programa Split, a empresa oferece o congelamento de óvulos sem custos para mulheres entre 21 e 33 anos, desde que metade do material coletado seja doado para venda a futuros pais. A prática, que movimenta valores de até R$ 426 mil por lote, coloca a startup como intermediária entre doadoras e clínicas. O modelo tem gerado críticas de especialistas, que apontam riscos à saúde das doadoras e questionam a transparência sobre as probabilidades reais de gravidez. Além disso, relatos de participantes, como o da violinista Yuchen Tu, destacam pressões para coletas recorrentes e preocupações éticas sobre o tratamento de dados genéticos e psicológicos, levantando um debate sobre a mercantilização do material reprodutivo humano.
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