Matemático acusa OpenAI de falta de transparência em pesquisa
Tristan Buckmaster alega pressão indevida e uso de dados privados pela OpenAI após anúncio sobre as equações de Navier-Stokes.
Pontos principais
- O matemático Tristan Buckmaster acusa a OpenAI de pressioná-lo a excluir um colaborador da Anthropic de um anúncio conjunto.
- Buckmaster questiona se a empresa utilizou dados de suas sessões privadas no modelo Codex para treinar sistemas internos.
- A OpenAI negou as acusações de pressão e afirmou que não reivindicará o Prêmio do Milênio pela descoberta.
- A empresa admitiu que dados anônimos de usuários podem ter contribuído para o treinamento de seus modelos de IA.
O matemático Tristan Buckmaster denunciou a OpenAI por falta de transparência e conduta ética questionável após a empresa anunciar avanços na resolução de um dos Problemas do Prêmio do Milênio, referente às equações de Navier-Stokes. Segundo o pesquisador, a companhia teria exercido pressão para que ele excluísse um colaborador da Anthropic de um comunicado oficial, levantando suspeitas sobre o uso indevido de dados privados extraídos de suas interações com o modelo Codex.
Em resposta, a OpenAI negou as alegações de pressão e reconheceu a prioridade do trabalho de Buckmaster e Levent Alpöge, afirmando que não buscará o prêmio oficial. Contudo, a empresa admitiu que não é possível descartar que dados anônimos derivados do uso de suas ferramentas tenham sido integrados ao treinamento de seus sistemas de inteligência artificial, reacendendo o debate sobre a privacidade e a propriedade intelectual no desenvolvimento de modelos de linguagem.
