Investidores brasileiros mantêm cautela com mineração e celulose
Pesquisa do Itaú BBA revela que 43% dos investidores reduziram exposição aos setores devido a incertezas com commodities e custos operacionais.
Pontos principais
- Cerca de 43% dos investidores diminuíram a exposição aos setores de mineração e papel e celulose desde o final de 2025.
- Preocupações incluem a alta dos custos com petróleo, demanda fraca por aço no Brasil e a integração vertical da China na produção de celulose.
- Vale e Suzano permanecem como as ações preferidas dos investidores em seus respectivos setores.
- A Ternium foi apontada como destaque positivo, enquanto a Aura registrou queda na preferência do mercado.
- A expectativa majoritária é de estabilidade nos preços do aço no Brasil para o segundo semestre de 2026.
Uma pesquisa recente realizada pelo Itaú BBA aponta que o mercado brasileiro mantém uma postura defensiva em relação aos setores de mineração e papel e celulose. O levantamento indica que 43% dos investidores reduziram sua exposição a essas áreas desde o encerramento de 2025, refletindo um cenário de incertezas macroeconômicas. Entre os principais fatores de risco citados estão a elevação dos custos com petróleo, a demanda interna enfraquecida por aço e o avanço da integração vertical da China na cadeia produtiva de celulose. Apesar da cautela generalizada, a Vale e a Suzano continuam sendo as escolhas preferenciais dos investidores em seus segmentos. Enquanto a Ternium se destacou positivamente na análise, a Aura perdeu espaço na preferência do mercado. A perspectiva predominante entre os entrevistados é de que os preços do aço no Brasil devem se manter estáveis ao longo do segundo semestre de 2026.
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