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Etiquetas eletrônicas em supermercados dos EUA podem eliminar milhares de empregos

Relatório aponta que a adoção de etiquetas digitais pode reduzir salários em até US$ 6,9 bilhões e ameaçar mais de 190 mil postos de trabalho.

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Foto: The Guardian World
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09/09 às 08:31

Pontos principais

  • O AFL-CIO Tech Institute estima a perda de 44 mil a 191 mil empregos com a tecnologia.
  • O impacto financeiro nos salários anuais pode variar entre US$ 1,6 bilhão e US$ 6,9 bilhões.
  • A organização defende a proibição das etiquetas para evitar a precificação por vigilância.
  • A tecnologia permite alterações dinâmicas de preços em tempo real nas prateleiras.

Um novo relatório do AFL-CIO Tech Institute alerta para os riscos socioeconômicos da implementação em larga escala de etiquetas eletrônicas de prateleira em supermercados nos Estados Unidos. Segundo o estudo, a automação do processo de precificação pode resultar na eliminação de até 191 mil postos de trabalho e causar uma redução anual de quase US$ 7 bilhões em salários no setor varejista. A entidade argumenta que a transição tecnológica não apenas ameaça a estabilidade dos trabalhadores, mas também abre margem para práticas de precificação por vigilância, onde os valores dos produtos podem ser ajustados dinamicamente com base no comportamento do consumidor. Diante desses riscos, o AFL-CIO defende a proibição da tecnologia, argumentando que a medida é necessária para proteger tanto a força de trabalho quanto os direitos dos consumidores contra possíveis abusos de preços.

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