Bancos projetam alta na demanda de energia por efeito do El Niño
Analistas preveem aumento no consumo de eletricidade até 2027, favorecendo empresas como Equatorial e Energisa devido ao fenômeno climático.
Pontos principais
- Goldman Sachs e Bradesco BBI estimam crescimento da carga de energia entre 5% e 9% no segundo semestre de 2026.
- Temperaturas elevadas causadas pelo El Niño devem impulsionar o consumo de energia no Brasil nos próximos anos.
- Equatorial e Energisa são destacadas como as empresas com maior potencial de benefício no setor.
- A Aneel adiou a revisão da metodologia do WACC regulatório para o período entre 2028 e 2029.
- Goldman Sachs mantém recomendações de compra para Sabesp e Copel, enquanto sugere venda para Cemig e Engie Brasil.
O setor elétrico brasileiro deve enfrentar um período de maior demanda nos próximos anos, impulsionado pelos efeitos do fenômeno climático El Niño. Segundo projeções de instituições financeiras como Goldman Sachs e Bradesco BBI, o aumento das temperaturas elevará o consumo de energia até o início de 2027. O Goldman Sachs estima que a carga de energia possa crescer entre 5% e 9% já na segunda metade de 2026, cenário que favorece empresas como Equatorial e Energisa. Paralelamente, o ambiente regulatório traz previsibilidade ao mercado, uma vez que a Aneel decidiu postergar a revisão da metodologia do WACC regulatório para 2028 ou 2029. Enquanto o Goldman Sachs mantém uma visão positiva para ativos como Sabesp e Copel, a instituição adota cautela com Cemig e Engie Brasil, mantendo recomendação de venda para esses papéis.
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