ANP estuda adicionar corante e amargante ao etanol para evitar fraudes
Agência avalia medidas para impedir o uso de etanol combustível na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas após casos de mortes em 2025.
Pontos principais
- A ANP propõe a adição de corante verde ao etanol como medida provisória a partir de 2027.
- O benzoato de denatônio, substância de sabor extremamente amargo, é estudado como solução definitiva.
- A iniciativa visa inibir a adulteração de bebidas alcoólicas, prática que causou mortes em 2025.
- Testes técnicos estão em curso para garantir que os aditivos não prejudiquem o funcionamento de motores automotivos.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou estudos para implementar medidas de segurança no etanol hidratado, visando combater a fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. A proposta surge como resposta a uma série de mortes registradas em 2025 decorrentes do consumo de bebidas adulteradas com o combustível. O plano prevê a introdução de um corante verde como medida provisória para 2027, enquanto a solução definitiva foca na adição de benzoato de denatônio, um composto que confere um sabor amargo intenso ao produto, tornando-o impróprio para o consumo humano. A medida atende a diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU). Atualmente, a agência realiza testes de viabilidade técnica para assegurar que a presença desses aditivos não comprometa a performance ou a durabilidade dos motores dos veículos.
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