Mistério do Incidente Vela de 1979 segue sem conclusão definitiva
O registro de um flash duplo no Atlântico Sul há 45 anos ainda gera debates sobre um possível teste nuclear secreto realizado por nações estrangeiras.
Pontos principais
- O satélite americano Vela 6911 detectou um flash duplo de luz no Atlântico Sul em 22 de setembro de 1979.
- O padrão luminoso detectado é tecnicamente consistente com uma detonação nuclear atmosférica.
- Um painel científico de 1980 sugeriu que o evento foi causado por um meteorito, conclusão contestada por oficiais de inteligência.
- Estudos recentes de 2017 e 2022 reforçam a hipótese de que o fenômeno foi, de fato, uma explosão nuclear.
- A suspeita histórica recai sobre uma possível colaboração entre África do Sul e Israel na época.
O Incidente Vela, ocorrido em 22 de setembro de 1979, permanece como um dos maiores enigmas da inteligência militar americana. Na ocasião, o satélite Vela 6911 captou um flash duplo de luz na região do Atlântico Sul, assinatura característica de uma detonação nuclear. Embora o governo do então presidente Jimmy Carter tenha sido alertado sobre a possibilidade de um teste conjunto entre África do Sul e Israel, uma investigação oficial liderada por Jack Ruina concluiu, em 1980, que o evento teria sido provocado por um meteorito atingindo o sensor do satélite. Contudo, a explicação oficial foi amplamente contestada por especialistas e membros da comunidade de inteligência ao longo das décadas. Documentos desclassificados e análises científicas conduzidas em 2017 e 2022 reacenderam o debate, indicando que os dados coletados são, na verdade, consistentes com uma explosão nuclear, mantendo a dúvida sobre a origem e a autoria do evento após mais de 40 anos.
Comentários
Carregando comentários...
