Malásia avalia uso de chips da Huawei em projeto de inteligência artificial
A intenção da Malásia de usar chips da Huawei em um projeto de IA pode gerar tensões com os controles de exportação impostos pelos Estados Unidos.
Pontos principais
- O projeto soberano de inteligência artificial da Malásia está avaliado em 2 bilhões de ringgits (US$ 494 milhões).
- A proposta considera a utilização dos chips Ascend, desenvolvidos pela chinesa Huawei.
- Analistas alertam que a escolha pode entrar em conflito com acordos de controle de exportação firmados com Washington em 2024.
- A decisão coloca à prova a estratégia do país de manter o equilíbrio tecnológico entre empresas americanas e chinesas.
O governo da Malásia estuda integrar chips Ascend, da Huawei, em seu novo projeto soberano de inteligência artificial, um investimento estimado em 494 milhões de dólares. A iniciativa, contudo, levanta preocupações sobre possíveis atritos diplomáticos e comerciais com os Estados Unidos. Especialistas apontam que a adoção de tecnologia chinesa em infraestruturas críticas pode testar os compromissos de controle de exportação que o país assumiu com o governo americano no ano passado. O caso reflete o desafio enfrentado pela Malásia em sua estratégia de equilibrar parcerias tecnológicas com as duas maiores potências globais. A decisão final sobre os fornecedores do projeto será um indicador importante de como o país pretende navegar pelas crescentes restrições impostas pela administração de Donald Trump ao setor de semicondutores da China.
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