Patagônia argentina atrai investimentos para megacentros de dados
Condições climáticas e energia renovável tornam a região um polo estratégico para o desenvolvimento de data centers de grande escala.
Pontos principais
- Empresas como Pampa Energía e FlexDomes planejam complexos de até 500 MW e 120 MW em Neuquén.
- A polonesa Green Capital projeta uma instalação em Chubut com potencial de até 3.000 MW.
- O projeto Stargate Argentina, parceria entre OpenAI e Sur Energy, segue em fase de avaliação.
- O governo argentino utiliza o regime RIGI para incentivar aportes e superar gargalos de infraestrutura.
A Patagônia argentina emergiu como um destino estratégico para a instalação de megacentros de dados, impulsionada pela combinação de temperaturas baixas, que reduzem custos com refrigeração, e ampla disponibilidade de energia renovável. Projetos de grande porte estão sendo estruturados por companhias como Pampa Energía, FlexDomes e Green Capital, com capacidades que variam de 120 MW a 3.000 MW. Além disso, a iniciativa Stargate Argentina, fruto de uma parceria entre a OpenAI e a Sur Energy, reforça o interesse global na região para suportar a crescente demanda por processamento de dados e inteligência artificial. Para viabilizar essas operações, o governo argentino tem aplicado o regime RIGI, visando atrair capital estrangeiro e contornar desafios históricos de infraestrutura de transmissão e conexão elétrica no país.
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