Mulheres são minoria em cargos estratégicos nas campanhas de 2026
Levantamento aponta baixa representação feminina no comando das campanhas presidenciais, apesar de mulheres serem maioria no eleitorado.
Pontos principais
- Mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro, mas ocupam poucos postos de liderança estratégica.
- Campanhas de presidenciáveis como Lula, Zema e Flávio Bolsonaro foram analisadas no estudo.
- A equipe de Flávio Bolsonaro apresenta a maior proporção, com 10 mulheres entre 26 integrantes.
- Dados do TSE mostram que mulheres compõem 34,8% das candidaturas totais para 2026.
- Há uma queda na proporção de candidatas à Presidência em relação ao pleito de 2022.
Um levantamento da GloboNews revelou que as mulheres continuam sub-representadas nos núcleos estratégicos das campanhas presidenciais para 2026. Embora o eleitorado brasileiro seja composto majoritariamente por mulheres, com 52,84% do total, essa demografia não se reflete nas equipes de coordenação dos principais candidatos, incluindo Lula, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro. Entre os analisados, a campanha de Flávio Bolsonaro registrou a maior participação feminina, com 10 mulheres em uma equipe de 26 pessoas. O cenário de desigualdade é corroborado por dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indicam que as mulheres ocupam apenas 34,8% das candidaturas totais para o pleito. Além disso, observa-se uma redução na quantidade de mulheres concorrendo à Presidência em comparação com 2022, evidenciando que a representatividade feminina permanece concentrada em cargos de vice, em vez de posições de liderança como cabeças de chapa.
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