Semaglutida estende expectativa de vida em camundongos
Estudo da UC Berkeley mostra que o uso de semaglutida em camundongos idosos aumentou a sobrevida em 12% e reduziu marcadores biológicos de envelhecimento.
Pontos principais
- Pesquisadores da UC Berkeley observaram um aumento de 12% na sobrevida mediana de camundongas tratadas com semaglutida.
- O medicamento, utilizado para obesidade e diabetes, reduziu inflamações e danos ao DNA, além de melhorar a função cognitiva e muscular.
- Os animais tratados viveram, em média, 834 dias, comparado aos 742 dias do grupo de controle.
- A substância demonstrou efeitos similares aos da restrição calórica, mas sem a necessidade de reduzir a ingestão de alimentos.
- O estudo foi publicado na revista científica Nature em 2 de setembro de 2026.
- Especialistas alertam que, embora promissor, o efeito em humanos ainda precisa ser comprovado por meio de ensaios clínicos.
Uma pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia em Berkeley, publicada na revista Nature, revelou que a semaglutida — princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy — pode retardar processos biológicos associados ao envelhecimento. Em testes realizados com camundongas fêmeas de 20 meses de idade, o fármaco não apenas prolongou a vida dos animais, mas também mitigou a deterioração física e cognitiva, atuando sobre marcadores moleculares de senescência celular e melhorando a função mitocondrial.
Os cientistas destacaram que o medicamento agiu como um mimetizador da restrição calórica, promovendo benefícios metabólicos e de longevidade sem os efeitos colaterais típicos de dietas restritivas. Apesar dos resultados positivos em modelos animais, a comunidade científica ressalta a necessidade de cautela, apontando que novos estudos são essenciais para avaliar a segurança e a eficácia dessa intervenção em humanos, especialmente no que diz respeito à manutenção da massa muscular.
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