Instabilidade em geleiras do Planalto Tibetano eleva risco de desastres
O derretimento acelerado de geleiras na fronteira entre China e Nepal tem causado deslizamentos fatais e alerta para novos colapsos na região.
Pontos principais
- O número de mortos segue em alta após inundações e deslizamentos na fronteira sino-nepalesa.
- A área de geleiras no Planalto Tibetano reduziu 24% nos últimos 60 anos.
- Cerca de 7.000 pequenas geleiras desapareceram completamente na região desde 1965.
- Autoridades climáticas alertam que a instabilidade das geleiras remanescentes ameaça causar desastres colaterais.
O Planalto Tibetano enfrenta uma crise ambiental crescente, com o derretimento acelerado de suas geleiras provocando desastres naturais na fronteira entre a China e o Nepal. Segundo Gao Rong, vice-diretor do Centro Climático Nacional da China, a região perdeu 24% de sua cobertura glacial nas últimas seis décadas, resultando no desaparecimento de aproximadamente 7.000 pequenas geleiras. Esse cenário de instabilidade geográfica tem sido apontado como a causa direta de inundações e deslizamentos de terra fatais registrados na última semana. Especialistas advertem que o processo de degelo contínuo compromete a segurança das áreas adjacentes, elevando o risco de novos colapsos e desastres em cascata. A situação coloca em xeque a resiliência das comunidades locais diante das mudanças climáticas, que transformam o relevo da região e potencializam ameaças geológicas imprevistas.
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