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Cientistas usam solo lunar para rastrear supernovas antigas

Novo modelo matemático identifica vestígios de explosões estelares no solo da Lua, permitindo reconstruir a história galáctica do sistema solar.

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Foto: space-com
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02/09 às 07:32

Pontos principais

  • A ausência de atmosfera e tectônica na Lua preserva registros de supernovas de até 100 milhões de anos.
  • O modelo matemático desenvolvido isola detritos estelares do regolito lunar, compensando o efeito da 'jardinagem de impacto'.
  • A técnica foi validada com amostras das missões Apollo e concentrações de isótopos como o ferro-60.
  • Futuras coletas do programa Artemis devem ampliar a precisão sobre a trajetória do sistema solar pela galáxia.

Pesquisadores desenvolveram um modelo matemático capaz de identificar vestígios de supernovas antigas preservados na superfície lunar. Diferente da Terra, onde a atividade geológica e a atmosfera apagam registros históricos, a Lua atua como um arquivo natural devido à sua estabilidade tectônica e falta de erosão atmosférica. O estudo considera o fenômeno da 'jardinagem de impacto', que mistura o solo lunar ao longo do tempo, para isolar detritos estelares que remontam a até 100 milhões de anos. A precisão do modelo foi confirmada através da análise de amostras das missões Apollo e da detecção de isótopos específicos, como o ferro-60. A expectativa é que novas amostras coletadas pelo programa Artemis permitam aos cientistas mapear com maior clareza a jornada do sistema solar pela Via Láctea, revelando eventos cósmicos que moldaram o ambiente espacial próximo.

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