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Buracos negros do universo primitivo podem ser menos massivos

Nova pesquisa sugere que buracos negros supermassivos seriam menores do que o estimado, resolvendo conflitos sobre o crescimento no início do cosmos.

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Foto: space-com
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02/09 às 12:33

Pontos principais

  • Observações do telescópio James Webb indicavam buracos negros grandes demais para a idade do universo.
  • Pesquisa liderada por Alessandro Trinca sugere que a ausência de raios-X indica massas menores.
  • A radiação de raios-X seria espalhada por gás circundante, tornando os objetos 'silenciosos'.
  • O modelo propõe episódios de crescimento rápido conhecidos como alimentação 'super-Eddington'.

Uma nova pesquisa liderada pelo pesquisador Alessandro Trinca propõe uma explicação para o aparente paradoxo dos buracos negros supermassivos identificados pelo Telescópio Espacial James Webb. Até então, esses objetos pareciam grandes demais para a fase inicial do universo, desafiando modelos astrofísicos vigentes. O estudo sugere que a falta de emissão de raios-X, detectada por observatórios como o Chandra, não significa que os buracos negros sejam gigantescos, mas sim que a radiação é espalhada pelo gás ao redor, mascarando sua massa real. A teoria indica que esses corpos celestes passam por episódios de crescimento acelerado, denominados alimentação 'super-Eddington', o que permite um desenvolvimento rápido sem a necessidade de uma massa inicial desproporcional. Essa descoberta é fundamental para alinhar as observações recentes com as teorias sobre a evolução das galáxias e a formação da estrutura cósmica primitiva.

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